sábado, 4 de abril de 2015

Lollapalooza 2015: o festival e as lições por trás de cada show

Novidade MUITO boa nesse início de mês: o #teamblogdalari acaba de receber uma nova integrante. A Ingrid Bittencourt também é publicitária e é a nova colunista aqui do blog (Seja muito bem-vinda, Bitt!). Ela vai aparecer por aqui uma vez por mês trazendo sempre assuntos bem maneiros. Pra começar logo com tudo, ela, que acabou de voltar de São Paulo, onde foi pro  Lollapalooza, vai contar pra vocês um pouquinho sobre a experiência dela por lá e dar dicas pra aproveitar bem esses festivais de música. Confiram aqui em baixo:

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Já faz uma semana do Lollapalooza 2015, mas com certeza ele ainda está fervilhando, principalmente para os que foram ao festival. Esta foi a segunda edição do Lollapalloza que fui, mas a primeira que aproveitei como a essência de um festival de música de fato, como assistir um show sentada na grama e curtir o momento mesmo que a metros e metros do palco,  acompanhar outros shows de artistas que eu nem conhecia e aproveitar as ações de marketing que estavam rolando, porque o Lollapalooza vai além da música e sempre há atividades paralelas para fazer. 

Essas, aliás, são muitas e quase tão disputadas quanto os shows. Em 2015, as marcas deram de copos a vinis como lembrança aos guerreiros que ficavam na fila a quem passava pelos seus stands. Lição: Nunca reclame que o festival está chato, basta procurar, sempre surge algo diferente pra se distrair.
Acho que não só no Lolla, mas em qualquer festival de música, é errônea a ideia de você pagar o ingresso para ver um artista específico. Se você pensa assim, desculpa, mas esse tipo de evento não é pra você. Claro que somos atraídos pelo line-up, mas dificilmente vamos ver a nossa banda favorita de um lugar bom e de forma confortável. Se você quiser tentar, é preciso fazer alguns sacrifícios. Como os que eu fiz pelo show do The Kooks <3. 
Cheguei ao palco bem cedo, ainda estava rolando o show do Rudimental, que nunca tinha ouvido falar na minha vida, mas apesar disso, achei interessante (outro fato de festivais, conhecer bandas novas). Após o final do show do Rudimental, a espera de mais de 1 hora pelo The Kooks. 1 hora bem longa, com direito a cãibra, chuva e contorcionismo para chegar o mais perto possível do palco. Apesar de já ter feito isso, é o tipo de coisa que já não recomendo, mas se ainda assim você quiser ver de perto algum show, minha dica é: cole nos ambulantes que vendem água! Eles sempre estão rodando entre as pessoas e abrindo caminho, é só você ir indo logo atrás. Enfim, no caso do The Kooks, a espera valeu super a pena, foi um show bem animado e cheio de danças do vocalista e das músicas que eu mais gosto. É impagável ouvi-las ao vivo. Lição: se você confia de verdade em uma banda, vale o sacrifício. Se você tem um pé atrás, estique sua tanga na colina e assista da grama.

Ao final desse show eu já tava bem cansada e pronta pra ir embora. Estava rumo à saída quando, no caminho, passei pelo palco em que quem estava se apresentando era a nossa conterrânea Pitty. Mesmo não sendo grande fã da cantora, parei e fiquei pra assistir. E foi supernostalgico pra mim, meu eu de 12 anos pirou no rock quando ela cantou Máscaras e me derreti quando ela cantou Na Sua Estante. Fechei o dia com chave de ouro. Lição: não importa o que você esteja fazendo, se está indo embora ou comprando uma bebida, no Lollapalooza sempre está rolando música boa ou um show bom pra prender a sua atenção e embalar você. 

Isso no domingo, agora sim vou ir ao primeiro dia, o sábado. O primeiro show que assisti e que um dos quais estava mais ansiosa, foi o do Alt-J. Eles fazem um rock alternativo, com uma pitada de eletrônica, pop, hip-hop que, juntos, te fazem ter vontade de dançar de forma bem particular. Ainda bem que no show percebi que não sou a única com essa vontade. Lição: em meio à multidão, você com certeza vai encontrar um grupo com a mesma “bizarrice musical” que a sua.

Mais tarde, fui ao show do Skrillex. Pra quem não conhece, é um DJ de música eletrônica, com um pé principalmente no dubstep. Este foi outro show que consegui ficar bem na frente e do lado da grade por onde os artistas costumam passar. O que ganhei com isso? Apertar a mão do Skrillex. Mas, assim como passam os artistas por esse corredor, é por lá também que passam os câmeras da transmissão e fotógrafos, prontos pra fazer um registro seu com a boca aberta, cabelo desarrumado e suor no rosto. Lição: você quiser pirar a vontade sem ter uma foto queimação em um portal nacional, evite ficar por esse lado.

Encerrando a noite de sábado, fui ao show do Major Lazer. É um trio de eletrônica que mistura vários estilos e eu curto o som deles, mas particularmente não estavam no meu roteiro do Lolla. Porém, resolvi dar uma espiada e foi outra grata surpresa. Foi um dos shows mais insanos que eu já fui e mesmo passando longe do bom rock que eu gosto, posso dizer que foi um dos melhores shows que eu já fui na minha vida. Eles tocaram muito funk brasileiro, pediram pra galera tirar a camisa, ir até o chão, dançar no palco, trocar de lado...uma loucura, mas daquelas que, ao final, você sai com a alma lavada. Lição: deixe os seus preconceitos musicais do lado do festival. Vá até um show novo, curta sem medo, faça o que o artista pedir e aproveite cada minuto. Você pode sair bem mais feliz do que se fosse aos shows tradicionais. 

Fotos: Ingrid Bittencourt
Essa foi “um pouco” da minha segunda experiência com o Lollapalooza. A liçãozona que eu tiro? Que é incrível. É algo que todos devem passar um dia. É cansativo, não dá pra assistir tudo o que você quer, mas as outras coisas recompensam bastante. E claro, estarei mais uma vez novamente na edição de 2016.

Ingrid Bittencourt

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